Mimo a mais? A ciência diz que isso não existe


Colo, mimo e até amor “a mais”. É frequente alguns pais serem apontados por estarem “mimando demais” as suas crianças. Mas será mesmo verdade que podemos estar mimando, exageradamente, o nosso bebê? A ciência diz que não.

Nos primeiros tempos de bebê, e pelo menos até ele começar a dar os primeiros passos – o colo é um gesto indispensável para a ligação entre os pais e a criança. É através do colo que há uma grande troca de afeto, sendo uma das formas mais íntimas de aproximação ao bebê. E colo pressupõe precisamente isso: troca de afeto, carinho, amor.

Tudo através de pequenos gestos, toques ou palavras que pode estabelecer com a criança. Se é daqueles pais que está frequentemente com a criança ao colo ou que gosta de trocar muitos afetos então é provável que já tenha sido acusado de estar “mimando demais”.

A ciência vem precisamente desfazer o mito do mimo a mais. Pelo contrário, é até vantajoso continuar a mimar a criança. Isto porque é esse toque que vai proporcionar o desenvolvimento social, afetivo e intelectual da criança, sobretudo a nível cerebral e à forma como este reage aos estímulos. Um estudo que analisou a forma como bebês reagiam ao toque ajudou a conclusão dessa pesquisa.

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Pesquisa conclui que colo é essencial e não mimo.

A investigação incidiu sobre bebês com tempo de gestação normal e bebês prematuros e permitiu entender que os bebês prematuros respondiam menos ao toque do que os outros bebês. Isso acontece porque os bebês estão menos tempo na barriga da mãe (e, por isso, menos tempo nesse ambiente).

Por outro lado, os prematuros que tenham tido um “acompanhamento” especial, mais delicado e mais dedicado ao colo, ao mimo e ao afeto, respondiam melhor ao toque em comparação com os bebês que não tinham sido tão mimados.

Tal conclusão permitiu avançar que o toque, este “colo humano”, é essencial, principalmente, ao nível dos cuidados pós-parto, para ajudar no desenvolvimento das células do cérebro que reagem e respondem ao toque.

Não há hora para decidir mimar a criança. Deve fazê-lo sempre que seja oportuno, sempre que justifique, sempre que seja necessário. Tenha sempre em consideração que a ausência de afeto, sim, é prejudicial. A falta de emoções, a falta de afeto e carinho, vão provocar, mais tarde, carências afetivas ou até atrasos psicomotores.

Não negue o colo nem a atenção de que o seu bebê precisa, nem se iniba de demonstrar afetos de amor.

A pior coisa para a criança é sentir que não é amada. Basta pôr-nos do outro lado: somos mais felizes em função do quão amado também somos. Com a criança é igual e o mimo dá todos esses sentimentos.

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Assim, uma criança que se sente amada e acarinhada será também uma criança que se sente mais tranquila e confiante. E depois de nove meses num ambiente controlado e numa atmosfera calorosa e acolhedora, é nos cuidados pós-parto que esta ligação é fundamental. Basta pensarmos como de um momento para o outro submetemos a criança a novos estímulos e ruídos (a nível de som, do olfato ou do tato). Não podemos, no entanto, confundir amor a mais com falta de regras.

Isto é, para que este processo seja saudável, os pais, têm de impor limites, de contrariar certas vontades que não sejam corretas. Por outras palavras, há que não ficar “mal habituado” e é aí que os pais tem de trabalhar a sua atitude. É recomendável que a partir dos quatro meses comece essa tarefa de delimitar as regras e limites para a criança. Em suma, não há razões para recusar dar amor e afeto.

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O bebê é como qualquer outro ser humano. E tal como qualquer um de nós precisamos de carinho e de receber o toque humano nas mais variadas situações que estejamos mais tristes e frustrados quer estejamos felizes ou em celebração. E a isso acrescente mais um desafio: estabelecer os limites entre mimar e proteger excessivamente a criança e o de não imposição de regras.


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